Billboard Lisbon

Sobre

BILLBOARD  é um projecto de arte pública contemporânea, criado e desenvolvido pela P28 em parceria com a Sonnabend Collection e Travessa da Ermida,  que tem como objectivo manipular os suportes de publicidade  para serem alvos de manifestações de arte contemporânea.  Este conceito surge da necessidade de reabilitar e reavivar estes suportes que na sua génese foram concebidos para vários propósitos - a publicidade e a propaganda política - reorientando/subvertendo a sua intenção original pelo aproveitamento das suas enormes potencialidades enquanto suporte para a comunicação para as massas.

Artistas

Andrea Robbins e Max Becher

Andrea Robbins e Max Becher

Somos um casal que se conheceu na faculdade em 1984. Desde então temos trabalhado individualmente e em conjunto usando a fotografia, filme, vídeo e media digital. Fomos docentes nos departamentos de arte em The Cooper Union, Rutgers University e University of Florida.

O foco essencial do nosso trabalho, a que chamamos deslocamento de local - situações nas quais um local limitado ou isolado se parece fortemente a outro que está distante. Isto acontece frequentemente, não somente no novo mundo mas em todo o lado, e estes lugares são aceites como genuínos. As noções tradicionais de lugar, nas quais a cultura e a localização geográfica estão intrinsecamente ligadas, estão a ser desafiadas pela herança da escravatura, colonialismo, holocausto, imigração, turismo e comunicação em massa. Seja o sujeito a Alemanha em África, Alemães que se vestem como Americanos Nativos, Cidades Americanas que se vestem como na Alemanha, Nova York em Las Vegas, Nova York em Cuba, ou Cuba em exílio, o nosso interesse tende para um lugar fora do seu lugar com as suas variadas causas e consequências. 

Clifford Ross

Clifford Ross

Nascido em Nova York, Ross concluiu em 1974 o Bacharelado em Arte e em História de Arte na Yale University. Começando a sua carreira em pintura e escultura, Ross começou o seu trabalho fotográfico em 1994. Um grande marco no seu trabalho foram as séries Hurricane, com início em 1996. Imagens de grande escala a preto e branco, representando ondas dramáticas do oceano, capturadas pelo artista na água enquanto preso e seguro por uma corda que o ligava a um assistente em terra.

 

Em 2002, com o objectivo de fotografar o  Mount Sopris no Colorado, Ross inventou e patenteou a sua câmara R1, e fez algumas das fotos paisagísticas de mais alta resolução do mundo. Tendo trabalhado abstracta e realisticamente como pintor e fotógrafo, o seu fascínio pelas montanhas levou-o a desconstruir o realismo dramático das suas fotos através do uso de animação produzida em computador.  Isto levou à criação de Harmonium Mountain em 2010, uma curta metragem em vídeo com uma trilha sonora original de Philip Glass, e às séries Harmonium. Os coloridos e abstractos Harmoniums foram produzidos a partir de uma fracção muito pequena de toda a paisagem do Mount Sopris e impressos em papel japonês produzido manualmente. 

As suas recentes colaborações incluem uma instalação multimédia com Pan Gongkai, Presidente da Central Academy of Fine Arts em Beijing, e uma parede em vitral de 3.5 toneladas, 28' x 28' em conjunto com os arquitectos Mack Scogin e Merrill Elam para a U.S. Federal Courthouse em Austin, Texas.

A sua próxima exposição Landscape Seen and Imagined, inaugura no MASS MoCA em North Adams, Massachusetts em Maio de 2015.

Ross é um artista convidado da NYU Tisch School of the Arts Interactive Telecommunications Program, com contribuição editorial para a BOMB Blind Spot magazines, presidindo também a Helen Frankenthaler Foundation.

O seu trabalho tem sido amplamente exposto em galerias e museus nos EUA, bem como na Europa, Brasil e China e está representado em inúmeras colecções públicas, destacando o Museum of Modern Art, o Metropolitan Museum of Art, e o Solomon R. Guggenheim Museum em Nova York, o J. Paul Getty Museum em Los Angeles, e o Museum of Fine Arts em Houston. 

Gilbert & George

Gilbert & George

Gilbert e George conheceram-se enquanto estudantes no Central Saint Martins College of Art and Design, em Londres, em 1967 e têm vivido e trabalhado juntos nesta cidade desde 1968. Mudando-se para o bairro da classe trabalhadora Spitalfields em Londres, Gilbert e George revoltaram-se contra o elitismo da arte, dando o nome à sua casa de “Art for All” (arte para todos) e declarando-se a eles mesmos “living sculptures" (esculturas vivas). Embora o seu trabalho inicial se centrasse na performance, cedo se viraram para o vídeo, desenho e fotografia. Foi dada a estes artistas a oportunidade de expor, em 1969, no  Stedelijk Museum, em Amesterdão, e por volta de 1972–73 expunham com galerias de renome como a Anthony d’Offay Gallery, em Londres; Sonnabend Gallery, em Nova York; e Konrad Fischer Galerie, em Düsseldorf. O uso que fazem das montagens fotográficas a preto e branco começou em 1971 e no fim da década de 70 já tinha tinham evoluído para combinações fotográficas grid like ( "aos quadradinhos"). O duo foi convidado a participar na Documenta 5, 6, e 7 em Kassel em 1972, 1977, e 1982. Em 1980, o Stedelijk Van Abbemuseum, em Eindhoven, organizou um retrospectiva da carreira dos artistas, posteriormente apresentada no  Kunsthalle Düsseldorf; Kunsthalle Bern; Centre Georges Pompidou, em Paris; e na Whitechapel Art Gallery, em Londres. Nos primórdios dos anos 80, Gilbert e George adicionaram às suas fotografias uma série de cores luminosas, enfatizando a sua aparência estilizada, incerta, e de desenho animado.  O conteúdo do trabalho deste período centrava-se na vida urbana e na esperança e medo associados à sociedade moderna. Em  1986, Gilbert e George foram premiados com o Turner Prize, e em 1987 tiveram uma grande exposição na Hayward Gallery, em Londres. Em 1989, Gilbert e George expuseram 25 grandes obras na Anthony d’Offay Gallery a favor de uma organização de caridade pela SIDA que remetiam à doença e destruição. No ano seguinte, os artistas criaram The Cosmological Pictures, que foram exibidas em dez museus Europeus entre 1991 e 1993. Gilbert e George também expuseram em Moscovo em 1990. Em 1992, a sua maior produção de sempre, New Democratic Pictures, foi exibida na Aarhus Kunstmuseum, Aarhus, na Dinamarca. A seguir tiveram uma exposição National Art Gallery, em Beijing, e no Art Museum, em Shanghai, em 1993. Em 1994, os artistas foram convidados a expor no Museo d’Arte Moderna, Lugano, na Suíca. Retrospectivas do seu trabalho já estiveram presentes na Galleria d’Arte Moderna  em Bolonha (1996), Kunstmuseum Bonn (1999), e Tate Modern em Londres (2007), e Brooklyn Museum (2008). Também representaram a Inglaterra em 2005 na Venice Biennale.

Jason Martin

Jason Martin

O trabalho de Jason Martin produz oscilações entre a escultura e a pintura, com o vigor da “action painting” mas com uma mão controlada. O artista é talvez mais conhecido pelos seus quadros monocromáticos, nos quais camadas de óleo e gel acrílico são arrastados através de superfícies como alumínio, aço inoxidável ou plexiglas, com uma peça metálica semelhante a um pente ou cartão com um único movimento, frequentemente repetidos diversas vezes. Estrias captam a luz, as suas texturas sugerem os sulcos de um disco em vinil, madeixas de cabelo molhado ou o grão de uma pena - os títulos são sugestivos (Comrade, Amphibian, Corinthian). As superfícies dos seus trabalhos que consistem em aglomerações de cobre , bronze e níquel são untuosas mas estáticas. Em puros pigmentos aplica a cor vívida aos seus painéis esculturais, cujas contorções barrocas se assemelham a uma paleta de pintor quando observadas em detalhe. Estas superfícies cruas e trabalhadas encontram o seu equivalente e o seu oposto na recente escultura Behemoth (2012), na qual o objecto (uma enorme pilha de cortiça no chão) é impregnado com pigmento preto, tornando-o numa massa de superfície.

Jason Martin nasceu em Jersey, nas Channel Islands, em 1970 e vive e trabalha entre Londres e Portugal. Tem um B.A. da Goldsmiths, Londres (1993). As suas exposições a solo incluem Palazzo Cavalli Franchetti, Venice (2013), Le Consortium, Dijon, France (2012), Peggy Guggenheim Collection, Venice (2009), Es Baluard Museu d'Art Modern i Contemporani de Palma, Majorca (2008), Kunstverein Kreis Gŭtersloh, Germany (2007), Centro de Arte Contemporáneo de Málaga, Spain (2005). Foi premiado na John Moores 21, Liverpool Biennial of Contemporary Art, UK (1999) e na Golfo della Spezia, European Biennial of the Visual Arts, La Spezia, Italy (2000).

Jeff Koons

Jeff Koons

Jeff Koons nasceu em York, Pensilvânia em 1955. Estudou no Maryland Institute College of Art em Baltimore e no School of the Art Institute of Chicago. Recebeu um BFA por parte de Maryland Institute College of Art em 1976. Koons vive e trabalha em Nova York. 

Desde a sua primeira exposição solo em 1980, o trabalho de Koons tem sido mostrado nas maiores galerias e instituições em todo o mundo. As suas esculturas Celebration foram sujeito de exposições no telhado do Metropolitan Museum of Art em Nova York e na Neue Nationalgalerie em Berlin. Jeff Koons foi o primeiro artista vivo a quem o  Château de Versailles abriu as suas portas: Versailles, onde uma selecção dos seus trabalhos foi apresentada dentro dos Grand Apartments. O Whitney Museum of American Art apresentou o levantamento mais abrangente da carreira de Koons até à data: uma restrospectiva em outubro de 2014, que posteriormente esteve presente no Pompidou Centre Paris em Novembro do mesmo ano e no Guggenheim Museum Bilbao em  Junho de 2015.

Koons mereceu o seu renome pelas suas esculturas públicas, das quais se destacam a escultura floral monumental  Puppy (1992), apresentada no Rockefeller Centre e instalada permanentemente  no Guggenheim Bilbao. Outra escultura floral bem conhecida é Split-Rocker (2000), já mostrada em vários locais, nomeadamente no Papal Palace em Avignon, Château de Versailles, Fondation Beyeler Basel e Rockefeller Center.

Jeff Koons recebeu vários prémios e honras que reconhecem as sua influência cultural. Notávelmente, koons recebeu o Governor’s Awards for the Arts “Distinguished Arts Award” por parte do Pennsylvania Council on the Arts; O Presidente Jacques Chirac fez de Koons Officier de la Legion d’Honneur; e mais recentemente, a secretária de estado Hillary Rodham Clinton honrou Koons com a State Department’s Medal of the Arts pelo seu enorme compromisso com a arte no Embassies Program e pela troca cultural internacional que promove. Koons tem sido membro do conselho do The International Centre for Missing & Exploited Children (ICMEC) desde 2002, e cofundador do Koons Family International Law and Policy Institute with ICMEC; com o objectivo de combater o sequestro e exploração de crianças e fomentar a sua protecção em todo o mundo. 

Lawrence Beck

Lawrence Beck

Lawrence Beck é um fotógrafo de Botânica Americano, nascido em Nova York, cidade na qual estudou na Universidade Sunny, em Purchase,NY, entre 1980 e 1984 e frequentou posteriormente a Universidade Colômbia para estudar cinema, língua francesa e cultura entre 1982 e 1983.

Reconhecido mundialmente na área da fotografia de botânica, Beck tem como foco do seu trabalho a Natureza Morta. Parte das suas fotografias são uma referência explicita a diferentes momentos da História de Arte: Pintura Holandesa do séc. XVII, através dos seus retratos de tulipas em grande escala, e pintura impressionista do séc. XIX com nenúfares. Na sua série a preto e branco, dá uma relevante importância aos grãos da imagem, aos efeitos de luz e aos contrastes, de forma a evidenciar a ideia da natureza a imitar a arte. Beck fotografa sempre flores e plantas frontalmente, associando o seu nome em latim a uma alcunha, criando o titulo do seu trabalho.

O fotografo realizou exposições em diversas instituições por todo o mundo, incluindo a Sonnabend Gallery em Nova York, Metropolis em Lyon, França; Karyn Lovegrove Gallery em Los Angeles, Galerie Rodolfe Janssen em Bruxelas Bélgica; Seomi Gallery em Seoul, Coreia e Projex Mtl Galerie em Montreal, Canada. Participou em exposições de grupo como a Art Basel na Suíça, Art Fairs de Bruxelas e Colónia e Paris Photo.

Atualmente Beck vive e trabalha em Nova York.

William Wegman

William Wegman

Nasceu em Holyoke, Massachusetts em 1943. Em 1965 termina o bacharelado em pintura na Massachusetts College of Art, em Boston e em 1967 o Mestrado também em pintura na Universidade de Illinois, Champagne-Urbana. Foi docente na Wisconsin University de 1968 a 1970. No outono de 1970 mudou-se para a Califórnia onde foi docente durante um ano na California State College, em Long Beach. No início dos anos 70 o trabalho de Wegman era exposto internacionalmente em museus e galerias. A juntar às exposições individuais na Sonnabend Gallery em Paris e Nova York, na Situation Gallery em Londres e na Konrad Fisher Gallery em Dusseldorf, o seu trabalho estava incluído em exposições de grande destaque como “When Attitudes Become Form” e “Documenta V” e regularmente mencionado na Interfunktionen, Artforum e Avalanche.

Adquiriu o seu cão, Man Ray, com o qual começou uma longa e proveitosa colaboração, enquanto estava em Long Beach. Man Ray, conhecido no mundo da arte e para além dele pela sua cativante presença, tornou-se a figura central nas fotos e gravações de vídeo de Wegman. Em 1981 Man Ray morreu. Só em 1986 o artista adquiriu outro cão, Fay Ray, e outra marcante colaboração entre ambos começou, marcada pelo uso extensivo por parte de Wegaman de uma câmara Polaroid 20 x 24. Fay Ray dá à luz uma ninhada de cães em 1989 e o elenco de Wegman cresceu incluindo a descendência de Fay Ray— Battina, Crooky e Chundo — e mais tarde também os descendentes destes: o filho de Battina em 1995, o filho de Chip, Bobbin, em 1999 e o filha da irmã de Candy e Bobbin, Penny, em 2004. Com inspiração neste envolvimento de Wegman com este elenco de personagens caninas e na sua capacidade de representação uma série de livros foram publicados pela editora Hyperion: Cinderella, Little Red Riding Hood, ABC, Mother Goose, Farm Days, My Town, Surprise Party e Chip Wants a Dog. Wegman também tem publicados pela editora Abraham um número de livros para adultos incluindo Man’s Best Friend, Fashion Photographs e William Wegman 20 x 24 e pela editora Hyperion Fay e The New York Times Bestseller Puppies.

Wegman criou filmes e trabalhos de vídeo para o programa televisivo Saturday Night Live e para a Nickelodeon, e seus segmentos de vídeo para Sesame Street têm aparecido regularmente desde 1989. Os seus vídeos incluem Alphabet Soup, Fay’s Twelve Days of Christmas e Mother Goose. Em 1995 o filme de Wegman The Hardly Boys foi projectado no Sundance Film Festival. Depois de um intervalo de 20 anos, Wegman voltou ao formato do seu trabalho de vídeo dos anos 70 produzindo duas novas séries de trabalhos em vídeo em 1998 e 1999. A colecção relativa à selecção dos seus trabalhos em vídeo entre 1970 e 1999 foi recentemente lançada em DVD pela Artpix.

Têm sido feitas inúmeras retrospectivas do trabalho deste artista. Entre elas Wegman’s World que teve o seu première no Walker Art Centre, em Minneapolis em 1981 e percorreu todo o país; William Wegman: Paintings, Drawings, Photographs, Videotapes com première no Kunstmuseum, em Lucerne em 1990 esteve presente em várias mostras por toda a Europa e Estados Unidos incluindo o Pompidou Centre, em Paris e The Whitney Museum of American Art, em Nova York. Mostras mais recentes incluem retrospectivas na Suécia, Japão, Coreia e Espanha e, mais recentemente a exposição Funney/Strange com première no Brooklyn Museum of Art em 2006 com um catálogo publicado pela Yale University, e fazendo a sua última paragem no Wexner Center for the Arts, em Columbus no Outono de 2007.

William Wegman vive em Nova York e Maine onde continua a produzir vídeos, a tirar fotografias, a desenhar e a pintar.

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A P28 também é Artista, alguém que defende uma posição singular e crítica, confrontando com o que nos é exterior.

A P28 serve de intermediário entre o artista e o público, reunindo e disponibilizando espaços para encontros artísticos e consequentemente, de partilha.

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